16 de abr de 2018

Top 5 - Super-heróis alternativos que merecem adaptações

Os super-heróis Marvel e DC estão em toda parte: no cinema, nos seriados, nos games e, é claro, nos quadrinhos. Com um domínio tão grande, quase não sobra espaço para outros heróis fantasiados, mas isso não quer dizer que não existam histórias alternativas de qualidade, na maioria das vezes trazendo abordagens diferentes e desconstruções do gênero.

Aqui vai um pequeno ranking com 5 super-heróis e heroínas fora do eixo Marvel/DC que poderiam render boas adaptações.

Créditos das imagens: Comic Vine

5 - Fantasma


Na Era das grandes navegações, um navio de expedicionários é atacado por piratas nas costas africanas. O único sobrevivente é o garoto Christopher Walker, que chega às praias de Bangalla, onde é socorrido por nativos. Já adulto, Christopher jura combater a injustiça e passa a vestir o manto violeta do Fantasma. O traje é passado de geração em geração, criando a lenda de que o Fantasma é imortal, o "Espirito que Anda".

Criado por Lee Falk lááá em 1936, Fantasma foi o primeiro herói mascarado dos quadrinhos. Poderia render um filme de época, criticando a colonização europeia, ou uma filme moderno, combatendo as guerrilhas africanas.


4 - Space Ghost


Um dos mais saudosos heróis da Hanna-Barbera, Space Ghost combatia tiranos que governavam planetas, raças alienígenas hostis e monstros antigos, sempre armado com braceletes capazes de disparar uma variedade de feixes de energia. Mais tarde, os quadrinhos revelaram sua origem como um pacificador que foi atacado por seus próprios companheiros corruptos. Dado como morto, retorna sob a máscara de "herói fantasma do espaço".

O sucesso de Guardiões da Galáxia é uma prova que misturar super-heróis e space opera pode dar muito certo. Uma adaptação de Space Ghost poderia ficar num meio termo entre Star Wars e Star Trek, além de render cenas  de batalha espacial incríveis.



3 - Witchblade



A Witchblade é uma antiga manopla que concede à policial Sara Pezzini poderes místicos e protege seu corpo como uma armadura mágica. Além de combater a criminalidade do dia a dia, Sara lida com feiticeiros urbanos, artefatos amaldiçoados e deuses antigos. Como se não fosse trabalho o bastante, ela ainda enfrenta os desafios de criar sua filha Hope.

Uma adaptação com a heroína teria muita ação e sensualidade, e também poderia servir como ponto de partida para um universo compartilhado no cinema, uma vez que outros personagens da Top Cow, como Darkness e Angelus, também poderiam render boas adaptações.



2 - Invencível



Mark Grayson levava uma vida normal de adolescente, dividindo o tempo entre as aulas, o emprego de meio período e as primeiras namoradas. Só que Mark também é filho do Omni-Man, o maior super-herói do mundo. Quando seus poderes começa a se manifestar, ele passa a dividir seu cotidiano com a vida como o herói Invencível.

Assinadas por Robert Kirkman (criador de The Walking Dead), as HQs de Invencível se destacam por trazer um forte elemento humano. Uma obra baseada nessas histórias traria um equilíbrio entre ação, drama e humor, uma fórmula de sucesso quando bem trabalhada.



1 - Ladybug



Os miraculous são sete artefatos que concedem poderes mágicos a seus portadores. Nos tempos modernos, um desses foi parar nas mãos de Marinette Dupain-Cheng, uma adolescente impulsiva e um tanto estabanada. Com o miraculous, Marinette recebe o poder de criar e restaurar objetos e se torna Ladybug, a defensora de Paris.

Vindo diretamente da França, Miraculous: Ladybug se tornou uma sensação mundial, incluindo no Brasil onde é exibida no canal Gloob e costuma ficar em primeiro lugar na audiência da TV fechada. Com o investimento adequado, um filme live-action teria tudo para se tornar um fenômeno de bilheteria, misturando ação e aventura com romance teen.

Parcerias

Estou aceitando parceria com blogs que desejem fazer a resenha de algum dos meus livros. Os interessados, entrem em contato através do meu perfil no Facebook ou pelo e-mail: joedelima.blog@gmail.com

2 de abr de 2018

[Tem na Netflix] Penny Dreadful


Em meio à neblina da Londres vitoriana, um caçador aposentado é atormentado pelo sequestro da filha, uma bruxa católica tenta fazer as pazes com seu passado, um pistoleiro bêbado leva uma vida isolada, um sedutor milionário busca uma companheira e o cientista Victor Frankenstein precisa lidar com a raiva e a amargura de sua criatura. Ao mesmo tempo, vampiros, lobisomens e seres sobrenaturais espreitam nas sombras.

Esse é o mundo de Penny Dreadful, produção do canal Showtime (ligado à HBO) e certamente uma das melhores séries dos últimos anos.

A série mescla diversos elementos dos livros clássicos de terror da Era Vitorina: Drácula, Dorian Grey, o já mencionado Frankestein, etc. O resultado é uma história trágica e ao mesmo tempo bela, que combina terror, drama e filosofia.

O elenco inclui nomes de peso como Timothy Dalton, Eva Green, Billie Piper e Josh Hartnett, entre outros. Com uma equipe desse nível, não é surpresa que vários episódios tragam atuações poderosas, dando vida e carisma a figuras trágicas. Ainda no quesito atuação, destaco as performances maravilhosas do quarto episódio da terceira temporada "A Blade of Grass".

A produção da série é impecável e os cenários são de encher os olhos. Ao todo, foram 3 temporadas e todas estão disponíveis na Netflix.

Abaixo, fiquem com um trailer sem spoilers da terceira temporada. Escolhi esse vídeo porque mostra todos os personagens e é o que melhor capta a essência dessa série. Se você nunca assistiu, trate de corrigir esse erro

20 de mar de 2018

[Resenha] Mórbida Procissão: Shrouded - Os Filhos da Mortalha #1, de Leandro Zerbinatti de Oliveira

Tudo começa com uma evento que deveria celebrar a chegada dos deuses. Contudo, algo inexplicável acontece e desde então, ninguém mais morre no mundo. Ou melhor, ninguém permanece morto. Todos que falecem retornam, seja como espírito ou seja numa forma reanimada e quase sem emoções.

Nesse cenário, o jovem Raran e seu pai, o fazendeiro Gran partem numa longa jornada à procura da falecida mãe do rapaz, que já deveria ter retornado. No caminho, encontram Evraxia, uma mulher cheia de segredos que possuí joias incrustadas em todo o corpo. Ao mesmo tempo, um grupo de mercenários liderado pelo guerreiro Iarum se vê às voltas com um corpo sem vida e missão de inserir uma alma nele.

Lançamento independente, Mórbida Procissão é o primeiro volume da série Shrouded - Os Filhos da Mortalha (juntando o título e o subtítulo da série com o título do livro fica um nomezinho bem comprido, hein?). É uma obra de fantasia sombria que se afasta bastante do convencional. Não é uma história sobre reis, castelos ou monstros mágicos. O tom aqui é mais intimista, o que se observa no objetivo dos protagonistas, que é resgatar um ente querido.

O estilo do autor se foca mais na narrativa e consegue criar bem a atmosfera sombria, além de enriquecer bastante a mitologia desse mundo. Por outro lado, achei que os diálogos deixaram um pouco a desejar. Há um excesso de exposição que os torna um tanto artificiais.

Como eu já disse ali em cima, são duas tramas paralelas e senti um certo desequilibro entre elas. A trama envolvendo o trio Gran, Raran e Evraxia funciona melhor por apresentar um desenvolvimento de personagens mais interessante, bem como a dinâmica entre os mesmos.

Não que a trama de Iarum e os mercenários seja ruim, mas possui um número grande de personagens e ritmo acelerado. Acredito que o livro teria se beneficiado de um plot mais enxuto.

Em última análise, Mórbida Procissão é um livro muito interessante, indicado para quem curte fantasia sombria e quer ver abordagens diferentes para esse gênero.

Autor: Leandro Zerbinatti de Oliveira
Páginas: 287
Ano: 2018
Editora: independente

12 de mar de 2018

[Dicas para escrever] Tá na mesa! Refeições como ferramenta narrativa


A cena acima é de um jogo do Playstation 1 chamado Grandia. Mesmo se você for gamer, talvez não conheça esse RPG e eu não te culpo. Grandia é uma pérola oculta do PS1, um lançamento menor ofuscado pelas franquias famosas. Um elemento interessante nesse jogo é que em vários momentos os personagens se reuniam em volta da mesa, ou em torno da fogueira do acampamento, ou ainda num piquenique e conversavam sobre a próxima etapa da missão, contavam histórias, trocavam opiniões, flertavam... Enfim, estreitavam os laços entre si.

Eu gostava tanto dessas sequências que ficava esperando por elas, e as incorporei à minha narrativa. Abra qualquer livro meu e vai encontrar pelo menos duas ou três cenas em que os personagens estão trocando ideias enquanto matam a fome.

Não importa se você está escrevendo fantasia medieval, ficção cientifica, drama de época ou um romance romântico nos dias atuais, existem várias razões para dar mais atenção à dieta dos seus personagens.

HUMANIZAÇÃO

Há uma passagem em Boneca de Ossos na qual Zach, morrendo de fome e sede, se sente enganado pelos livros que leu, já que os aventureiros não costumavam ter esses problemas. E em Jogos Vorazes (no livro), Katniss passa maus bocados tentando encontrar uma fonte de água, o que me leva de volta à Grandia.

A razão que me fazia curtir as cenas de refeição é que isso me aproximava dos personagens. Eu me sentia como parte do grupo. Essa é uma forma simples de tornar seus personagens mais humanos, seja através de fome ou sede numa aventura, ou seja numa pausa para o café durante o expediente do escritório.

PERSONALIDADE

Imagine que Bob e Alice combinaram de lancharem juntos. Ele pede um x-búrguer duplo e um copo grande de refrigerante, ela pede suco natural e salada.

Aposto que você já começou a formar uma imagem dos dois. O x-búrguer duplo de Bob mostra que ele gosta de fast food e pode até passar um pouco do ponto (um hambúrguer comum poderia não transmitir a mesma ideia). Também ficou claro que Alice prefere comida saudável, e se ela estiver usando roupa de academia vai ser ainda mais nítido para os leitores que essa personagem gosta de se cuidar.

A cena continua e outro amigo aparece, Carlos, que pede uma taça de sorvete com molho de pimenta como cobertura (eu nunca experimentei, é só um exemplo). Esse pedido um tanto diferente ajuda a criar a imagem de Carlos como um individuo excêntrico ou, no mínimo, uma pessoa curiosa.

Todas essas informações foram transmitidas apenas através do lanche que pediram, os personagens nem abriram a boca ainda.

CLASSE SOCIAL

Esse é básico. Quanto mais rica é uma pessoa, mais opções ela terá à mesa. e quanto mais pobre, mais vazia é a dispensa.

Um bom exemplo do primeiro caso vem de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, quando o regente Denothor II se empanturra com uma ceia farta, enquanto a guerra corre solta e inocentes morrem.

No outro extremo, temos a famosa parábola bíblica O Filho Pródigo, onde a miséria de um jovem é tão grande que ele come a lavagem dos porcos.

AMBIENTAÇÃO

Às vésperas da Copa do Mundo de 2014 pipocaram no Youtube vídeos mostrando jornalistas estrangeiros provando pães de queijo, feijoada e até guaraná pela primeira vez. Por mais que esses pratos estejam presentes no nosso dia a dia, são incomuns na maioria dos países.  Outro exemplo é um episódio de Friends no qual todos fazem careta para uma das sobremesas mais comuns no Brasil: pudim.

Da mesma forma, nos surpreende a variedade de frutos do mar disponível nos restaurantes japoneses, incluindo o famigerado sushi. Mas levando em conta que o Japão é composto por ilhas, nada mais natural do que comer peixe. Felizmente, para ambientações contemporâneas não é difícil pesquisar os pratos mais consumidos no resto do mundo.

O cardápio típico de um país, ou mesmo de uma região, pode ajudar a dar maior contexto à ambientação, tornando o mundo mais real. No começo do meu livro Arcanista, Marcel e seus amigos aparecem na cantina da escola comendo sanduíches inteiramente sintéticos. Sim, até o tomate e a alface eram artificiais. Mais tarde, na Cidade Baixa, todas as refeições que ele faz são caseiras. As frutas e verduras foram colhidas em hortas de fundo de quintal e mesmo os pães são feitos em casa.

Escrevi dessa maneira para ressaltar as características de cada cenário, e também as diferenças entre os dois locais. De um lado, temos uma região de tal modo industrializada e distante da natureza que até mesmo as refeições são totalmente artificiais. Em contrapartida, na outra região o nível de industrialização é tão baixo que tudo é natural.

A alimentação também está intimamente relacionada ao período em que a trama se passa. Qualquer leitor de As Crônicas de Gelo & Fogo sabe que pão preto é o alimento mais comum em Westeros. Na verdade, pão preto era bastante consumido durante a Idade Média real, uma prova que George R. R. Martin fez a lição de casa.

É claro que em cenários com uma maior presença de elementos fantásticos é possível incrementar o cardápio com pratos que não existem fora do livro. Por exemplo: filé de grifo.

E em cenários futurísticos? Nesse caso, vale pesquisar, mas também fica muito por conta do autor. As refeições serão parecidas com as nossas ou serão totalmente diferentes? Vamos comer pílulas? E o que será que se consome em outros planetas? Aqui a criatividade é o limite.
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Enfim, isso é só uma arranhada no tema. Eu poderia ficar horas falando sobre comida (deve ser por isso que estou acima do peso), mas acredito que já deu para pegar a ideia. Na próxima vez que chegar a hora do almoço no seu livro, pode valer a pena passar alguns minutos a mais pensando no que tem pra comer.

24 de fev de 2018

Top 5 - Games baseados em livros

Atualmente, com as produtoras de games investindo cada vez mais em franquias multimídia, não faltam livros baseados em jogos, sejam adaptações diretas, sejam romances que complementam a história do jogo.

O caminho contrário também acontece. Embora não sejam tão comuns, existem games que foram buscar sua inspiração na literatura. Aqui vai uma lista com cinco jogos baseados em livros.

Créditos das imagens: Giant Bomb

5 - Parasite Eve


Lançado em 1995, o livro de terror do autor japonês Hideaki Sena conta a saga do dr. Nagashima. Inconsolável após a morte da esposa, ele inicia uma pesquisa para trazê-la de volta à vida através de um experimento com mitocôndrias (lembra das aulas de biologia?). Como você já deve estar imaginando, essa experiência sai muito mal.

O game foi lançado em 1998 para o PlayStation 1 e se tornou um clássico cult. Ambientado após o livro, o jogo trazia a heroína Aya Brea lutando contra uma infestação de mitocôndrias inteligentes, capazes de tomar a mente dos seres humanos. A jogabilidade apresentava uma mistura de shooter com RPG que é comum hoje, mas era novidade na época.


4 - Rainbow 6


Quando um grupo terrorista realiza um ataque simultâneo em três países diferentes, o agente especial John Clark é encarregado de reunir uma força-tarefa formada por seis membros de diferentes países, com o objetivo de impedir um atentado durante as Olimpíadas. Um thriller de ação e espionagem com o selo de qualidade Tom Clancy.

Espionagem, terroristas, equipes diversificadas, ação e tiroteios... Partindo desses elementos, a desenvolvedora Ubisoft criou uma franquia de jogos de tiro multiplayer que se tornou um sucesso e já rendeu nada menos que 19 games.



3 - Terra-Média: Sombras de Mordor


Tolkien dispensa apresentações. O Senhor dos Anéis não é "só" um dos pilares da literatura de fantasia, é também uma das obras mais importantes da literatura como um todo. A série conta a saga épica de Frodo Bolseiro e seus companheiros para destruir o Um Anel, e assim, selar o poder maligno de Sauron, o Senhor do Escuro.

Ambientado antes de O Senhor dos Anéis, Sombras de Mordor conta a jornada de vingança do guardião Talion. É um bom game de ação e aventura e foi lançado no Brasil com uma ótima dublagem nacional. Recebeu uma continuação que não repetiu o mesmo sucesso.


2 - Metrô 2033


Do russo Dmitry Glukhovsky, o livro mostra um futuro pós-guerra nuclear no qual as ruas de Moscou foram tomadas por monstros e a população passou a habitar as linhas de metrô. Nessa nova sociedade, o jovem Artiom encara uma jornada para descobrir a verdade sobre seres telepáticos que começaram a surgir. A obra alterna momentos tensos e cenas de ação com filosofia e reflexões sobre a sociedade.

Lançado em 2010, o game aposta no gênero survival horror e traduz com perfeição o cenário sombrio do livro. Mesmo sem se tornar um campeão de vendas, o jogo ganhou o status de cult e se destaca pela ambientação. Gerou duas continuações igualmente cultuadas.


1 - The Witcher


Lançada no Brasil como A Saga do Bruxo, a série do polonês Andrzej Sapkowski narra as aventuras do caçador de monstros Geralt de Rivia. O mundo em que a história se passa mescla elementos de alta fantasia com jogos políticos. Alguns dos livros são de contos, outros são romances.

Embora os dois primeiros games tenham feito sucesso moderado, foi com The Witcher III: Wild Hunt que a franquia explodiu em popularidade, sendo hoje uma referência. Os jogos se destacam pela jogabilidade complexa, pelo mundo aberto bem elaborado e pelo conteúdo adulto.

Em tempo, a Netflix adquiriu os direitos sobre a franquia e está trabalhando numa adaptação.

6 de fev de 2018

Top 5 - Personagens de Star Wars que merecem um filme solo

Vem aí o filme solo de Han Solo, e deixando os possíveis trocadilhos e trava-línguas de lado, vou confessar que ainda não me empolguei com o longa, mesmo depois de ver o primeiro trailer. Assim, aqui vão 5 personagens do universo de Star Wars que poderiam render bons filmes solo.

Todas as imagens são do site TV Tropes.

5 - Darth Bane


Bane foi um lorde sith que viveu mil anos antes das Guerras Clónicas, época em que a Ordem Sith e Ordem Jedi rivalizavam em poder e estavam em guerra franca. Bane percebeu que os conflitos internos de sua ordem minavam as chances de vitória e estabeleceu a chamada Regra de Dois, determinando que os sith passariam a agir nas sombras, e que apenas dois deles deveriam existir: um mestre e um aprendiz.

A história de Darth Bane foi contada numa trilogia de livros que eu considero mediana. Poderia render uma adaptação bem interessante, com um clima mais sombrio, mostrando melhor o outro lado do conflito Jedi/Sith.

4 - Saw Gerrera


Uma vida marcada por conflitos. Assim é a trajetória de Saw Gerrera. Ainda na adolescência, ele lutou ao lado da irmã, Steela, contra a ocupação imperial em Onderon, seu planeta natal. Marcado por tragédias e perdas, Saw tornou-se um homem duro e nunca conseguiu ficar longe das batalhas. Mais velho, tem um encontro marcante com o grupo de Jyn Erso, em Jedha.

Saw coleciona aparições no universo Star Wars, com destaque para as série animadas e o filme Rogue One. Sua história tem potencial para um ótimo drama de guerra.


3 - Obi-Wan Kenobi


Mestre de Anakin Skywalker e um dos jedi mais poderosos que se tem notícia, Obi-Wan derrotou o sith Darth Maul e, mais tarde, venceu o general Grievous durante as Guerras Clônicas. Após a ascensão do Império, se exila no planeta Tatooine, onde age como mentor de Luke Skywalker.

Boa parte de sua trajetória já foi mostrada no cinema e também na TV e HQs. Existem algumas obras do universo expandido que cobrem seu tempo no exílio, e eis aí um bom gancho para um longa interessante.


2 - Doutora Aphra


Chelli Lona Aphra era uma arqueóloga e saqueadora de tumbas que trabalhava no mercado negro. Seu conhecimento em tecnologia antiga acabou chamando a atenção de Darth Vader em pessoa, que a tornou sua agente e a enviou em várias missões sobre o pretexto de realizar escavações.  Após escapar de Vader, ela retorna à arqueologia, escondendo sua verdadeira identidade.

Vindo diretamente dos quadrinhos, Aphra é uma anti-heroína e uma espécie de Indiana Jones. Um filme estrelado por ela seria uma ótima chance de se aprofundar na mitologia de Star Wars.

1 - Ahsoka Tano


Ainda na adolescência, Ahsoka lutou nas Guerras Clônicas ao lado de seu mestre, Anakin Skywalker. Ao ser traída pelos jedi, abandona a Ordem, e assim consegue sobreviver ao extermínio durante a ascensão do Império. Já adulta, se junta à Aliança Rebelde e à tripulação da Fantasma. Eventualmente, reencontra seu velho mestre, agora como Darth Vader... Essa reunião não foi nada feliz.

Queridinha dos fãs das séries animadas (incluindo eu), não é difícil imaginar um bom filme com ela. Poderia ser uma missão paralela durante as Guerras Clônicas ou uma história que se passe após A Vingança dos Sith. Nesse último caso, poderia tanto ser uma trama inédita, quanto uma adaptação do livro solo lançado em 2016.